Nintendo - 11/05/2012

[Retrô] Kingdom Hearts: Chain of Memories


Kingdom Hearts é o famoso jogo da Square Enix por misturar de forma magistral a franquia de RPGs Final Fantasy e o mundo dos filmes Disney. Na linha do tempo da série, esse jogo fica entre Kindom Hearts e Kingdom Hearts 2 de Playstation 2. No jogo, o personagem principal é Sora, que após os acontecimentos do primeiro jogo, está em busca do Rei Mickey e de seu amigo, Riku. Nessa busca ele acaba entrando no Castle of Oblivion, o qual descobre que quanto mais adentrar , mais suas memórias ficarão conturbadas.


Onde estão Riku e o Rei Mickey?

Ele foi lançado inicialmente com a pretensão e ser um spin-off da série, mas é fundamental para compreender os acontecimentos de Kingdom Hearts II. Essa necessidade de ser jogado para compreender o enredo lhe rendeu um remake para o Playstation 2 o qual houve uma melhoria significativa nos gráficos, foi lançado no Japão junto com a versão Final Mix de Kingdom Hearts II e lançado nas Américas sozinho.


Partindo exatamente do ponto final de Kingdom Hearts I, Sora persegue Pluto até perdê-lo de vista e encontrar um castelo, que por um estranho motivo parece ter relação com o paradeiro de Riku e do Rei Mickey, ao entrar no castelo ele descobre que terá que se aventurar por suas memórias em um castelo onde  "Esquecer é se recordar e se recordar é esquecer". No decorrer do jogo ele descobre que aquele castelo está tomado pela Organization XIII (Que é melhor explicada no jogo KH: 358/2 Days e em KH: II) e que estão usando uma garota chamada Naminé que possui o estranho poder de controlar memórias, substituindo as de Sora a bel prazer.

Suas memórias serão representadas por essas cartas...

Algo que o diferenciou de todos os outros títulos da série foi sua jogabilidade, misturando o Action-RPG com um jogo de cartas simples temos uma enorme variação de possibilidades para contornar várias fases no jogo. Falando sobre o sistema de cartas, são quatro naipes de cartas:





Cartas de Ataque: São cartas que representam as KeyBlades, para usar um ataque normal, essa carta deve ser ativada.




Cartas de Magia: São as magias do primeiro jogo. Aero, Fire, Blizzard, Thunder e Cure. Também são cartas de summon, com a possibilidade de invocar tanto o Simba quanto o Cloud, por exemplo.





Cartas Objeto: São várias cartas que tem como função básica recarregar o deck com cartas de ataque (Potion) ou Magia (Ether), existem alguma coisa funções a mais e são essenciais mais para o meio do jogo.





Cartas de Inimigos: São cartas especiais que são derrubadas pelos inimigos e por todo chefe de fase, normalmente dão alguns bônus por tempo limitado então usá-las sabiamente é uma belíssima pedida.


As cartas de ataque, magia e objetos possuem um número de 0 a 9, você pode dar um CardBreak nas cartas de seus adversários, para abrir uma oportunidade maior de ataque, jogando cartas de um valor maior do que a última colocada por ele. Para abrir uma igualdade as cartas com valor "0" podem dar CardBreak em qualquer outra, mas em compensação podem ser quebradas por outras cartas facilmente.


Além disso, pode-se escolher três cartas e juntá-las para somar seus valores, criando jogadas com valores altos e difíceis de serem barradas. Esse sistema também serve de entrada para que as magias se fortaleçam  esses combos são conhecidos como sleights. Juntando três cartas Fire, Sora utiliza o Firaga, com três Blizzard, Blizzaga. São sleights também alguma junções de três cartas de KeyBlade que criam ataques fortes como Ragnarok ou se não um golpe em que o Sora arremessa sua espada para atingir inimigos a distância.



Todas essas cartas são colocadas em um deck de acordo com a capacidade do Sora (Que é um atributo que pode ser elevado a cada nível que se avança). A medida que se utiliza todas cartas do baralho ele pode ser recarregado, mas com um número menor de cartas, e a cada recarga esse número diminui, obrigando o jogador ter uma dose de sabedoria para saber quando usar os golpes.


Entre a luz e as trevas, eu sigo a penumbra...

Depois de encerrar o jogo uma vez, libera-se a aventura do Riku, que acontece junto a de Sora, o que dá algumas explicações sobre como ocorreram certas reviravoltas na história do primeiro protagonista. Existem algumas diferenças no gameplay de Riku, se joga com decks pré-montados e ele possui uma forma sombria que pode ser utilizada depois de certo tempo de luta. Comparada a história de Sora, a de Riku é relativamente curta (6 horas contra as 17 horas de Sora quando encerrei o jogo) mas a vontade de jogar até aumenta por conta da jogabilidade diferenciada.

Com ótimos gráficos para o Game Boy Advance e animações bem trabalhadas (São poucas mas valem a pena) que usaram um recurso muito pouco utilizado do console, ótimas músicas das versões de PlayStation 2 refeitas para tocarem no portátil e com uma história que prende e agrada. Com cerca de 24 horas de gameplay, Kingdom Hearts: CoM é uma belo jogo que merece ser degustado por todos fãs da franquia que mistura Final Fantasy e Disney, e por todos os possuidores do antigo video game da Nintendo.

Leia Também

Nintendo - 10/05/2015

Fã transforma Nintendo DS quebrado num Game Boy Advance super estiloso

Sabe aquele seu Nintendo DS, que deve estar beirando os sete anos de idade, e que pode ter caído no chão e tido suas duas telas separadas? Não o jogue no lixo, ainda há esperança! Um entusiasta de modificações em ap...

Leia Mais...

Nintendo - 08/02/2015

E se seus acessórios da Nintendo fossem Transformers de LEGO?

Baron von Brunk é um artista multimídia que mora em Nova York. Seu principal hobby se baseia na modelagem dos mais variados objetos utilizando peças de LEGO, normalmente se baseando em algo do universo Nintendo. em se...

Leia Mais...