Mario Kart 8 e suas corridas contra a gravidade
Por Angelo Mota
Liguem seus motores
Não existe outro ponto de partida para analisar este capítulo em especial, a não ser falar do incrível trabalho gráfico realizado no jogo. Mario Kart está bonito como nunca. Os gráficos em HD permitiram ao time de desenvolvimento caprichar em detalhes que nós já achávamos bonitos em jogos como Mario Kart 7 e Mario Kart Wii. Mas nós estávamos enganados, porque o bonito de verdade está acontecendo agora, e ele é estonteante.
Não se espante se em algum momento você se esquecer de acelerar na largada porque estava contemplando um chão feito de pedras cheio de detalhes, ou porque ficou perdido no efeito de luz que o pôr-do-sol causa em alguns ambientes. Tudo no jogo foi trabalhado minuciosamente para que o jogador pudesse usufruir da melhor experiência já criada na série. É claro que, com o dinamismo da corrida, você não conseguirá se ater a cada detalhe da pista, mas irá se surpreender quando conseguir avistar alguns deles e dizer mentalmente: “puxa, como isso ficou bonito”.

Beleza. Belos gráficos. Este é um ponto que não poderia ser deixado de lado no primeiro jogo em HD da série. Mas além de beleza visual, Mario Kart 8 merece créditos por criar o mais diversificado e criativo set de pistas originais da série (considerando aqui apenas as 16 pistas inéditas). Desde Mario Kart DS eu não via algo tão criativo. Mario Kart 7 e Mario Kart Wii são dois dos mais fortes representantes da franquia, mas não pareciam tão inspirados quanto a versão de DS no quesito variedade. Por mais que no DS os detalhes fossem mais escassos, foi lá que nasceram algumas das pistas mais criativas, como a Luigi’s Mansion, Delfino Plaza, Airship Fortress e Peach Gardens. Mario Kart 8 está disposto a colocar seu nome no Hall da Fama, e trouxe (entre outros clássicos instantâneos) Dolphin Shoals, Bone Dry Dunes, Twomp Ruins e Cloudtop Cruise para a disputa. Além, claro, de contar com o melhor Bowser Castle já criado na série. A pista soube juntar os melhores elementos de todas as versões anteriores e criou um compilado de tudo o que já funcionou em Bowser Castles anteriores, propondo ao jogador uma das experiências mais vivas e desafiadoras jamais vista.

Pare de olhar para este lindo céu e se concentre na corrida, seu rival acabou de tirar um Crazy 8
Beleza. Belos gráficos. Este é um ponto que não poderia ser deixado de lado no primeiro jogo em HD da série. Mas além de beleza visual, Mario Kart 8 merece créditos por criar o mais diversificado e criativo set de pistas originais da série (considerando aqui apenas as 16 pistas inéditas). Desde Mario Kart DS eu não via algo tão criativo. Mario Kart 7 e Mario Kart Wii são dois dos mais fortes representantes da franquia, mas não pareciam tão inspirados quanto a versão de DS no quesito variedade. Por mais que no DS os detalhes fossem mais escassos, foi lá que nasceram algumas das pistas mais criativas, como a Luigi’s Mansion, Delfino Plaza, Airship Fortress e Peach Gardens. Mario Kart 8 está disposto a colocar seu nome no Hall da Fama, e trouxe (entre outros clássicos instantâneos) Dolphin Shoals, Bone Dry Dunes, Twomp Ruins e Cloudtop Cruise para a disputa. Além, claro, de contar com o melhor Bowser Castle já criado na série. A pista soube juntar os melhores elementos de todas as versões anteriores e criou um compilado de tudo o que já funcionou em Bowser Castles anteriores, propondo ao jogador uma das experiências mais vivas e desafiadoras jamais vista.
E claro que não economizaram na hora de elaborar as pistas Retro. Recriando com maestria alguns clássicos como Tick Tock Clock do DS e Wario Stadium, também do DS (essa última, que por sinal, chegou a ficar quase irreconhecível, tamanho o cuidado e beleza na hora da reconstrução para os belos gráficos HD do jogo). Mas quem realmente ficou irreconhecível foi a Rainbow Road de Mario Kart 64, até porque ela foi alterada para se transformar em uma pista de trajeto único (recurso inaugurado em Mario Kart 7). E acabou ficando melhor que a Rainbow Road original de Mario Kart 8 (que é uma boa pista em sua essência, mas deixou um pouco a desejar).
Mario Kart 8 virando - literalmente - o jogo
Nada mudou na jogabilidade do jogo. Os comandos continuam simples. Acelerar, segurar/soltar itens, derrapar. Mas muita coisa mudou na concepção do jogo. Além das mudanças tradicionais, como a adição de novos itens, toda a estrutura das pistas foi alterada pela adição do modo de corrida anti-gravidade, que permite que o jogador possa correr pelas paredes e até de cabeça para baixo em algumas pistas.
Esse recurso novo (assim como aconteceu com o paraglider e com a possibilidade de correr debaixo d’água em Mario Kart 7) permite que você tenha um aproveitamento maior da pista, que agora deve ter alcançado algo perto dos 100%. Quando não haviam estes recursos, você tinha que desviar de água, de buracos e etc. Agora, com a anti-gravidade, o paraglider e correndo sob a água, todo o ambiente da pista pode ser explorado, e isso é mais visível na reconstrução de pista antigas, no modo Retro do jogo. Lugares que antes não eram possíveis de serem alcançados/explorados ganharam vida nova, não apenas por terem sido refeitas, mas por literalmente oferecerem momentos inéditos em pistas exploradas à exaustão em seus jogos de origem.
A forma como algumas pistas antigas foram adaptadas para receber os momentos anti-gravidade do jogo, transformaram-nas em ambientes totalmente novos. Tudo foi muito bem aproveitado. E claro, nas 16 pistas originais o recurso foi utilizado á exaustão, mas de uma forma natural e inteligente sem parecer uma característica imposta e forçada. Os momentos de andar pelas paredes são minuciosamente planejados para melhorar a jogabilidade, fugir de alguns obstáculos e até muito bem posicionados para criar atalhos para os olhos mais atentos.
Os novos itens oferecem um balanço maior à jogabilidade. Enquanto o Boomerang e o Crazy Eight funcionam de forma mais agressiva, a Piranha Plant serve como item de ataque e defesa ao mesmo tempo. Já a Super Horn, que aparece prioritariamente para quem está em primeiro lugar, veio para acalmar o coração de quem quer manter a primeira posição, e seu poder de destruir cascos azuis ajuda bastante nisso. Mas não se enganem, porque o primeiro colocado irá tirar o item Coin com mais frequência do que qualquer outro item (incluindo bananas e cascos verdes), deixando uma sensação de vulnerabilidade permanente durante toda a corrida. Afinal de contas, se você já está em primeiro, tente se manter lá por conta própria, pois o jogo não irá ajudar muito.
Mas enquanto eles cuidavam do balanço da jogabilidade para o jogador, se preocuparam também em desbalancear a inteligência artificial da CPU. Ou, no caso, balancear de forma agressiva. Quem nunca reparou como, nos outros jogos da série, os outros corredores, ao passar pela caixa de itens, fazem o mesmo aparecer automaticamente em seu inventário, enquanto você tem que ficar esperando o item rodar por alguns segundos até descobrir o que ele é, não sabe o que é ser sacaneado por uma CPU “cheater”.
Em Mario Kart 8, a CPU não rouba apenas nos itens, mas também na forma de agir com o jogador que está no controle. A impressão que se tem é que todos estão unidos contra você, e farão de tudo para te tirar da jogada. Na personalização dos carros nada mudou também, apenas partes novas foram adicionadas em cada categoria. Você deve selecionar o modelo do seu carro, as rodas e o paraglider, e precisará coletar moedas para liberá-las.
A seleção de personagens é a maior já feita para a série, sendo 30 no total, e traz algumas novidades interessantes, como os Koopalings, os minions de Bowser, todos eles jogáveis, cada um com sua personalidade. E claro, traz também alguns bem esquisitos e de escolhas duvidosas, que jamais saberemos de onde surgiram, como a Pink Gold Peach, o que quer que ela seja com essa história de "Pink Gold". Sentimos sua falta, Bowser Jr. Mas quem sabe não existirão personagens por DLC.
Além disso, o jogo ainda dificultou um pouco mais a vida do jogador, não permitindo que ele possa pegar um novo item quando está segurando o atual atrás do carro. Agora ele ficará constando em seu inventário até que você o libere e então possa ir atrás de outro. Nada mais de item reserva. E agora os cogumelos triplos giram ao redor do seu carro, permitindo aos outros jogadores roubar os seus turbos quando passarem perto de você. Pelo menos eles mantiveram a estratégia de não perder o item a cada batida que você leva. Nem o casco azul tira o item do seu inventário, só o raio é capaz de fazê-lo. Isso ajuda mais uma vez a balancear a dificuldade e estratégia em relação aos itens do jogo.
Lakitu está de volta em sua posição de filmar a corrida, para a alegria de todos. Não só porque ele é o cameraman oficial de Mario desde Super Mario 64, mas porque agora, quando você é arremessado em um buraco, ele te pega antes de você desaparecer no vácuo e dependendo de sua posição em relação à pista, ele ainda te coloca um pouco à frente de onde você estava, fazendo sua queda parecer mais uma pequena desaceleração, e permitindo que você não perca muitas posições por conta de uma queda boba... ou duas... ou três... isso depende muito de qual pista (Rainbow Road) você está.
Não perca a atenção
Além de contar com músicas lindas e muito bem orquestradas, o jogo ainda tem duas pistas com temáticas musicais. A Retro Music Park e a nova Electrodrome (que parece uma balada psicodélica futurista). Além de re-orquestrar com maestria as músicas originais das pistas Retro, o jogo ainda está cheio de referências à série a qual pertence. Um destaque especial é bem merecido para Cloudtop Cruise, que conta com um mix de músicas de Super Mario Galaxy que vai deixar qualquer fã do jogo com uma inconveniente lágrima no olho.
A parte ruim de ter músicas tão lindas nesse jogo é que você poderá, eventualmente, desviar sua atenção do que realmente importa (destruir os rivais e vencer a corrida) por ter ficado entretido com uma música ou outra.
A série Mario Kart não é responsável por temas emblemáticos que marcaram gerações no âmbito musical, mas ela sabe bem fazer seu trabalho criando temas “chiclete”, que vão te deixar cantarolando mesmo depois de desligar o console para ir fazer um pão na chapa (porque uma hora é bom parar para comer um pouco, principalmente quando a luz do GamePad começa a piscar em vermelho). Da música do menu principal até o tema de encerramento do jogo, te desafio a ser um jogador da série e não ficar com um único tema sequer do jogo toando em replay na sua cabeça.
A série Mario Kart não é responsável por temas emblemáticos que marcaram gerações no âmbito musical, mas ela sabe bem fazer seu trabalho criando temas “chiclete”, que vão te deixar cantarolando mesmo depois de desligar o console para ir fazer um pão na chapa (porque uma hora é bom parar para comer um pouco, principalmente quando a luz do GamePad começa a piscar em vermelho). Da música do menu principal até o tema de encerramento do jogo, te desafio a ser um jogador da série e não ficar com um único tema sequer do jogo toando em replay na sua cabeça.
Praticidade na palma das mãos
A utilização do GamePad no jogo não é das melhores e mais inventivas. Muita gente está esperando até hoje a “utilização perfeita” do GamePad, um jogo que faça uso de todos os recursos e esgote a capacidade do controle de tela touch, explorando ao máximo sua funcionalidade e tudo o mais. Alguns jogos têm realizado bons usos de um ou outro recurso do controle, mas acho que enquanto as pessoas ficarem esperando essa “mega utilização” de um único jogo, elas nunca ficarão satisfeitas com o que lhes for entregue.
Mario kart 8 não fez a “utilização perfeita”, mas não faz feio nos recursos que apresenta. A tela, como padrão, exibe uma lista com os corredores e uma imensa buzina, que tem um ícone personalizado do personagem que você está utilizando para correr com o GamePad. Ao lado da buzina, você tem 3 mini-telinhas com as opções para o controle. A primeira, ao topo, exibe a corrida, e caso você clique nela, poderá vê-la diretamente na tela do controle, eliminando a TV da jogada. A segunda exibe um mapa do jogo, e ao ser clicada, aumenta o mapa mostrando a posição dos jogadores no mesmo, permitindo que você visualize a distância entre você e os outros personagens. A última opção é um desenhinho do GamePad e permite a troca instantânea entre controle por botões e controle por movimentos, transformando seu GamePad em um volante com apenas um toque.
Como eu disse: Não é a melhor utilização do mundo. Mas... não é uma utilização ruim. Está bem longe disso. É uma utilização com alguns recursos interessantes. Uma vez que você colocou um mapa com ícones que se movem em tempo real, você já está muito à frente de utilizações engessadas que apenas replicam a imagem da TV o tempo todo (sim, nunca vou me cansar de citar New Super Mario Bros. U por ter errado muito feio nisso). Então, quem quiser jogar com o GamePad, tem suas opções de personalização, e isso não pode ser citado como um ponto negativo do jogo. Afinal de contas, Mario Kart é um jogo tão dinâmico e com tantas coisas acontecendo, que a última coisa que você quer é muitas firulas tirando sua atenção da ação principal.
Como eu disse: Não é a melhor utilização do mundo. Mas... não é uma utilização ruim. Está bem longe disso. É uma utilização com alguns recursos interessantes. Uma vez que você colocou um mapa com ícones que se movem em tempo real, você já está muito à frente de utilizações engessadas que apenas replicam a imagem da TV o tempo todo (sim, nunca vou me cansar de citar New Super Mario Bros. U por ter errado muito feio nisso). Então, quem quiser jogar com o GamePad, tem suas opções de personalização, e isso não pode ser citado como um ponto negativo do jogo. Afinal de contas, Mario Kart é um jogo tão dinâmico e com tantas coisas acontecendo, que a última coisa que você quer é muitas firulas tirando sua atenção da ação principal.
O máximo que o jogador conseguirá fazer enquanto corre e controla seus itens para garantir a primeira posição é olhar rapidamente para o mapa e conferir se o corredor que está atrás de você está em uma distância boa e qual jogador está segurando qual item (ou seja: alguém pegou um casco azul?) e isso o GamePad mostra com eficiência em uma única tela.
Utilização do GamePad em Mario Kart 8: Simples, direta e funcional.
Mas o que diabos aconteceu?...
Um dos maiores problemas de Mario Kart 8 está no Battle Mode. Está certo que não é o principal recurso do jogo, ele sempre foi um “extra” nos jogos, afinal de contas o que conta mesmo são as corridas. Mas ele é um recurso interessante que serve para que você possa “descansar” um pouco das corridas quando o Mirror Mode estiver te deixando muito estressado. O Battle Mode é divertido e casual, e em Mario Kart 8 ele é... errado.
As arenas não existem mais no Battle Mode, e agora você precisa realizar sua batalha dentro das pistas. O funcionamento é basicamente o mesmo. Você tem que estourar os balões dos adversários e não permitir que eles estourem os seus. O problema aqui é: Onde estão os adversários? As arenas dos outros jogos (principalmente as de Mario Kart Wii) eram relativamente grandes, mas por serem arenas, permitiam seu encontro com inimigos com uma maior frequência, por mais que fosse possível se esconder ou fugir por um longo período de tempo. Mas com o sistema de batalhas em pistas, o encontro com inimigos ficou muito escasso, o espaço para percorrer ficou limitado e simplesmente não passa a impressão de ser uma batalha, parece mais uma corrida com balões.
E além disso, as arenas representavam cenários inéditos no jogo, agora você batalha nas pistas que já conhece, não recebendo nenhuma novidade pelo Battle Mode, fazendo com que ele seja abandonado com muito mais facilidade, se tornando quase um recurso descartável do jogo.
Para os que já estão habituados com o Battle Mode tradicional, é difícil entender as motivações por trás disso. Talvez a Nintendo esteja planejando arenas por DLC, e por isso ele foi concebido dessa forma, permitindo que este modo possa receber alterações por download posteriormente. Mas a impressão que se tem é de um recurso feito às pressas, apenas para não ficar de fora da concepção final.
...e onde é que eu estou, exatamente?
Mario Kart 8 ainda conta com outro erro de execução ainda mais grave que o Battle Mode: a ausência de um mapa na tela da TV. O mapa agora é exclusivo do GamePad, e só quem está jogando com ele consegue visualizá-lo (e consequentemente, só o detentor do GamePad vê as posições dos jogadores).
É difícil o jogador ficar o tempo todo de olho no mapa, mas uma espiada de vez em quando para ver sua posição na pista em relação aos outros jogadores (principalmente quando você está em primeiro lugar e quer ver se está em uma distância segura do segundo caso receba algum casco azul) é importante. Além disso, ver o mapa faz com que você conheça a pista, e possa se habitual ao seu formato, criando estratégias para manter sua posição até o final da corrida.
Pode parecer só um detalhe, mas um detalhe que faz falta, um detalhe que faz toda a diferença para quem está no controle do GamePad.
É hora de se exibir para o mundo
Os modos de jogo não mudaram muito das últimas versões. Além da campanha Single Player, você ainda pode jogar no Multiplayer local com até quatro pessoas, no Grand Prix ou Versus Race, com regras pré-definidas. O modo Multiplayer Online também permite que até duas pessoas se conectem no mesmo console. A diferença é que agora, no modo online, você conta com um chat de voz, que acontece apenas na sala de espera (quanto a partida está sendo carregada) quando você está jogando com amigos.
A grande novidade online de Mario Kart 8 é, sem dúvida alguma, a Mario Kart TV. Nesse recurso exclusivo, você pode assistir a pequenos vídeos de 30 segundos de resumos de todas as suas corridas. Os vídeos ficam separados por categorias como Recentes, Global e Favoritos. Nos favoritos ficarão seis vídeos fixos que serão marcados pelo jogador, basta que você aperte o botão “+” no final da corrida e aquele vídeo será favoritado. E tem também pastas de amigos, onde você pode assistir aos vídeos dos seus amigos que estiverem jogando Mario Kart 8.
Mas eles não são apenas para assistir. O melhor recurso deste novo canal é poder compartilhar os pequenos vídeos diretamente no Youtube e no Miiverse. O upload é feito simultaneamente nos dois canais caso seja selecionado e permite que todos possam ver seus feitos durante as corridas, não apenas seus amigos. É uma pena não poder postar gameplays completos das corridas, mas é um recurso forte, divertido e muito bem vindo para todos que gostam de compartilhar suas aventuras pelos jogos e já estão acostumados a tirar screens dos jogos do Wii U para realizar postagens.
A Nintendo sempre andou a passos pequenos quando o assunto é compartilhamento, apesar de ser pioneira em temas diretamente relacionados, como a interatividade. Quem jogou Animal Crossing no GameCube, por exemplo, e viu a magia que ela fez, possibilitando a troca de itens à distância em um jogo que não tinha conexão alguma com a internet (fala sério, aqueles códigos eram malucos, mas muito legais), não entende como ela pode ser bem atrasada em alguns aspectos que dizem respeito de conectividade e interação online. Mas de qualquer forma, a chegada do Miiverse, os recursos de postagens do Wii U e a interação de Mario Kart TV com o Youtube mostram um avanço por parte da empresa no sentido de permitir que seus jogadores possam interagir de forma mais consistente através de seus próprios gameplays.
O caminho ainda é longo pela frente, mas está sendo trilhado da forma correta e em uma direção acertada.
Um legítimo Mario Kart
Mario Kart 8 é colorido e bonito com belos gráficos redondinhos. É assim que ele sempre foi e é assim que ele sempre será. O jogo não tem intenção nenhuma de ser realista (apesar de levar bem a sério alguns conceitos da física), mas tem toda a intenção de ser divertido e proporcionar bons momentos de adrenalina. Isso ele faz muito bem. O jogo evoluiu e cresceu com seus fãs. Existia uma inocência e infantilidade (não estou sendo pejorativo aqui, é mais em um sentido de cores e texturas) que não estão mais presentes no jogo, e isso é natural de uma série que soube progredir bem, mudar bastante seu estilo, sem perder em momento algum sua essência.
Mario Kart 8 é um jogo para os fortes, tá aí o Luigi que não me deixa mentir...
Mario Kart 8 é, tranquilamente, um dos fortes a candidatos a Jogo do Ano. Não apenas da Nintendo, mas de games em geral. Um bom representante do mundo gamer em 2014. Um jogo sólido, que sabe se ater às suas origens sem cair na mesmice. Que soube como agradar os fãs oferecendo um jogo tradicional, mas que apresenta novidades o suficiente para se manter interessante depois de tantos anos da série.
Um jogo indispensável para qualquer dono de Wii U, para os que querem uma aventura casual, e para os que querem levar um jogo a sério. Mario Kart 8 é livre para todos os públicos, idades e interesses, um jogo completo que tem a essência da diversão e sabe sua importância para o mundo do entretenimento.
O importante é saber balancear as coisas
Basicamente Mario Kart 8 funciona da seguinte forma: Você não perde os itens quando toma dano, desde que eles não estejam equipados, mas não pode mais pegar um segundo item quando equipar o primeiro. Todos os itens de 3 (cascos, bananas, turbos) agora rodam ao redor do seu carro, te deixando mais vulnerável e permitindo que o turbo possa ser roubado, mas ao menos nos itens que tem tempo de uso (como o cogumelo infinito e a Piranha Plant) você tem um indicador de tempo, para saber quando eles irão acabar. O primeiro colocado está protegido pelo poder da Super Horn, que aparece prioritariamente nessa posição para destruir cascos azuis, mas a chance de tirar a Coin nessa posição é 90% maior e mais frequente. O jogo tem muitos personagens jogáveis, mas alguns deles são bem esquisitos.
Ou seja: Não é de hoje que Mario Kart vive uma relação de morde e assopra com o jogador, criando assim uma sensação de amor e ódio com o jogo. Quem nunca ficou estressado por ter perdido seis posições ao ser meramente atordoado por um casco, ou não ficou extremente feliz por ganhar essas mesmas seis posições apenas porque pegou um vácuo atrás de outro carro no meio de uma bagunça de jogadores, ainda não entendeu como é dúbio o sentimento existente dentro do que é, sem dúvida alguma, o jogo de corrida mais divertido de todos os tempos. E tem em sua oitava aventura, o melhor jogo da série. Sendo ele, desta forma, o melhor e mais divertido jogo de corrida já criado.
Ou seja: Não é de hoje que Mario Kart vive uma relação de morde e assopra com o jogador, criando assim uma sensação de amor e ódio com o jogo. Quem nunca ficou estressado por ter perdido seis posições ao ser meramente atordoado por um casco, ou não ficou extremente feliz por ganhar essas mesmas seis posições apenas porque pegou um vácuo atrás de outro carro no meio de uma bagunça de jogadores, ainda não entendeu como é dúbio o sentimento existente dentro do que é, sem dúvida alguma, o jogo de corrida mais divertido de todos os tempos. E tem em sua oitava aventura, o melhor jogo da série. Sendo ele, desta forma, o melhor e mais divertido jogo de corrida já criado.
Mario Kart 8 pode não ser realista ou um simulador de carros fiel à realidade, mas continua sendo um forte representante quando o assunto é diversão que deve ser levada a sério.



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